Ocorreram atos no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraíba e Amazonas. As atividades de mobilização procuraram denunciar a burocracia no Programa Minha Casa, Minha Vida-Entidades (MCMV-E) e a modalidade Rural, sob as ordens do Ministro das Cidades, Jader Filho (MDB-PA) e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Carlos Vieira (figura vinculada ao PP de Arthur Lira).
Nota-se que há uma sabotagem ao MCMV-Entidades e Rural, pois as demais modalidades do programa estão conseguindo rodar sem ter problemas. A tal da centralizadora e o software foram feitos justamente para funcionar, pois na lógica do ajuste fiscal os recursos do Estado não podem ser destinados para o povo pobre e para iniciativas que fortalecem a luta popular e a conscientização do povo trabalhador, ele só pode ir para as mãos dos monopólios do ramo imobiliário e para os parasitas do sistema financeiro nacional e internacional.
Além disso também denunciamos que o chamado faixa 1 do programa (famílias que recebem até R$2.800,00) não representam nem metade das unidades habitacionais contratadas no programa, ou seja, a política de moradia não tem sido voltada para aqueles que mais necessitam da mesma, aqueles que estão nas ruas, asfixiados pelos alugueis caros, vivendo em áreas inadequadas para se viver ou em coabitação, mostrando que na realidade o programa não tem travado o devido combate os grandes sintomas do déficit habitacional.
Os diálogos com o governo federal (Caixa Econômica Federal, Ministério das Cidades, Casa Civil e Secretaria Geral da Presidência da República) tem sido apenas para enxugar gelo, não resultando em absolutamente nada de concreto, mantendo o programa estagnado há mais de três anos. Por isso, é preciso continuar mobilizados em Jornada de Lutas pela Moradia Popular, até que nossas reivindicações sejam atendidas.