A principal pauta da mobilização é a ampliação das contratações do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.

Os movimentos consideram insuficiente o anúncio de 35 mil unidades habitacionais e defendem a contratação imediata de 90 mil moradias para atender a demanda acumulada das famílias organizadas em todo o país.

Segundo as lideranças presentes na capital federal, a permanência do acampamento representa uma vigília permanente em defesa do direito à moradia digna. Os manifestantes afirmam que continuarão mobilizados até que haja diálogo direto com o governo federal e respostas efetivas às reivindicações apresentadas.

As organizações também criticam a redução dos recursos destinados à modalidade Entidades do programa habitacional, destacando a importância da autogestão como instrumento que permite às próprias comunidades participarem da construção e gestão de seus empreendimentos habitacionais.

Além das atividades em Brasília, atos públicos, ocupações e manifestações estão sendo realizados simultaneamente em diversos estados, ampliando a pressão por mais investimentos na política nacional de habitação e pela valorização dos movimentos populares urbanos.

Durante as mobilizações, representantes dos movimentos denunciaram ações de repressão contra manifestantes que participavam dos protestos na capital federal. As entidades afirmam que a reivindicação por moradia é um direito legítimo e defendem a garantia do diálogo democrático entre governo e sociedade civil organizada.

Os movimentos reafirmam que a luta por moradia continua e destacam que o acesso à habitação digna permanece como uma das principais demandas sociais do país. A expectativa das famílias mobilizadas é que as negociações avancem nos próximos dias e resultem em medidas capazes de ampliar o atendimento habitacional para a população de baixa renda.