nas últimas semanas, o povo brasileiro vem presenciando aumentos absurdos no preço da gasolina nos postos de todo o país. Em diversas cidades, os aumentos passam de R$1,00 por litro, levando o combustível a ultrapassar R$7,00 nas bombas. A justificativa apresentada é a guerra imperialista contra o Irã e um suposto aumento no preço internacional do barril de petróleo. No entanto, essa explicação não se sustenta. A Petrobras não aumentou o preço do barril, o que significa que todo aumento que está sendo praticado nos postos é uma manipulação e um verdadeiro crime contra a população brasileira.
O que estamos vendo é mais uma manobra política e econômica para atacar o governo e criar um ambiente artificial de crise. Setores ligados ao grande capital e ao mercado de combustíveis utilizam o aumento artificial dos preços para pressionar a economia, elevar a inflação e jogar a opinião pública contra o governo de centro-esquerda em ano de disputa política. A mídia hegemônica, como sempre, silencia sobre essa manipulação e ajuda a construir a narrativa de que os aumentos seriam inevitáveis, quando na verdade são fruto da especulação e da ganância.
Mas há um elemento ainda mais grave nesse processo. Já está mais do que escancarada a proximidade entre setores da direita, da extrema direita, do chamado centrão e da Faria Lima com o crime organizado, incluindo esquemas ligados ao tráfico e a organizações como o PCC. Essa relação tem sido cada vez mais exposta por investigações e operações recentes, como a Operação Carbono Oculto e agora também no caso do Banco Master, que revelam como setores do mercado financeiro e da política tradicional se entrelaçam com estruturas do crime organizado para ampliar lucros e manipular setores estratégicos da economia.
Quando esses grupos manipulam o preço dos combustíveis, quem paga a conta é o povo trabalhador. No Brasil, o aumento da gasolina e do diesel significa automaticamente o aumento do preço dos alimentos, da cesta básica e do transporte. Ou seja, aumenta o combustível, tudo fica mais caro. Isso atinge diretamente a classe trabalhadora, especialmente os setores mais pobres da população, que já vivem no limite para garantir o básico para sobreviver.
Essa manipulação econômica não apenas tenta desidratar artificialmente o governo da vez. Ela tem consequências concretas na vida do povo, pois aumenta a fome, o empobrecimento e o déficit habitacional. Quando os preços sobem e os salários não acompanham, milhares de trabalhadores e trabalhadoras deixam de conseguir se alimentar dignamente. Em outras palavras, essa política de especulação e sabotagem econômica não apenas ataca o governo — ela causa a morte de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros, principalmente os que têm menor poder aquisitivo.
Toda essa situação também revela as consequências diretas das privatizações promovidas nos últimos anos. A venda da BR Distribuidora e de refinarias da Petrobras abriu espaço para que o mercado privado e grupos econômicos ligados ao grande capital passassem a controlar partes fundamentais da cadeia do petróleo no Brasil. Sem controle público na ponta da distribuição, os preços ficam sujeitos à manipulação de empresários e grupos econômicos que atuam apenas em função do lucro.
Por isso, torna-se urgente recuperar o controle público sobre setores estratégicos da economia. Reestatizar a BR Distribuidora e recuperar as refinarias da Petrobras é uma medida fundamental para impedir que grupos econômicos e políticos ligados ao crime organizado manipulem os preços dos combustíveis e ataquem diretamente o povo brasileiro.
Somente com soberania energética e com o patrimônio nacional a serviço do povo será possível impedir abusos como os que estamos vendo hoje nos postos de gasolina em todo o país.
Estatização da BR Distribuidora já!
Prisão para os golpistas inimigos do povo!**