MNLM NA LINHA DE FRENTE DA LUTA URBANA

Saudações aos camaradas do Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM),

Gostaria de iniciar saudando a atuação de todos os militantes do MNLM que, de norte a sul do nosso país, organizaram-se desde as etapas municipais e estaduais. Chegamos à etapa nacional, incontestavelmente, como uma das maiores forças no segmento dos movimentos populares, irradiando influência para diversos outros setores. Isso demonstra a confiança, o empenho e o compromisso real dos camaradas com a reforma urbana e o socialismo em nosso país.

A 6ª Conferência Nacional das Cidades ocorreu entre os dias 24 e 27 de fevereiro, em Brasília/DF, com foco na construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). O evento abordou temas cruciais como habitação, mobilidade, saneamento e justiça climática, reunindo diversos setores da sociedade brasileira.

Companheiros, a moradia digna é a porta de entrada para os demais direitos fundamentais, como saúde, educação e segurança. Nesse ponto, nossa luta não é restrita ou segmentada, como tentam fazer parecer certos ideólogos. A moradia é um meio, não o fim. É uma conquista, sim, mas é, sobretudo, um instrumento da classe trabalhadora para a conquista da dignidade humana e a superação da pobreza. A falta de um lar seguro impede o acesso à cidadania plena, submetendo milhões de brasileiros a condições precárias.

A moradia é instrumento de transformação social. Não basta garantir teto; é preciso garantir cidade, direitos e poder popular.

OCUPAR TODOS OS ESPAÇOS

Por isso, convoco todos os militantes sob a bandeira do MNLM: não se restrinjam, não se limitem. Participem de outras instâncias, como as conferências de saúde e educação; ocupem todos os espaços disponíveis. Precisamos ampliar nossas atividades nos campos político, cultural e educacional, inserindo-nos em todas as áreas da vida do povo.

Nossa tarefa agora é transformar as resoluções aprovadas em Brasília em pressão popular nas ruas e nas bases. A reforma urbana não virá apenas por decretos, mas pela força da nossa organização. Que cada ocupação, cada núcleo e cada assembleia se torne um polo de formação política e de resistência. Somente a unidade da classe trabalhadora, para além das fronteiras setoriais, será capaz de romper com a lógica do capital que mercantiliza nossas cidades.

A etapa nacional demonstrou que temos força organizada, capilaridade territorial e capacidade política. O desafio agora é elevar o nível da luta, conectando a pauta urbana com o projeto estratégico de transformação da sociedade.

Reforma Urbana Já!

Pelo Socialismo e pela Dignidade Humana!

Fraternalmente, Um militante socialista.