No dia 28 de maio de 2026 o governo dos Estados Unidos classificou as organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
Essa medida, que foi precedida pela recepção de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) na Casa Branca, faz cair por terra toda a linha política que procurava contemporizar com os nítidos conflitos de interesses entre Brasil e EUA.
Para além dos reflexos na disputa eleitoral no Brasil neste ano de 2026, essa manobra do governo de Donald Trump mostra que a Nova Estratégia de Segurança Nacional que foi divulgada em dezembro passado está sendo colocada em marcha de maneira concreta. Há anos na realidade os EUA estão em uma guerra não declarada contra o Brasil, esse novo conceito estratégico de segurança nacional apenas acelera e coloca às claras o que já estamos vivenciando desde o golpe de 2016.
Houveram muitos que pensaram que essa seria uma mera alteração propagandista de Trump. O que ocorreu com o presidente venezuelano, Nicolas Maduro (PSUV), já tinha dado claros sinais do equívoco de subestimar nossos principais inimigos. Agora nos deparamos com procedimentos iguais aos que precederam a ação militar no país vizinho que resultou no sequestro do presidente e da primeira combatente, Cília Flores (PSUV).
O Departamento de Estado e o Comando Sul das Forças Armadas Norte-Americanas, conforme foi denunciado por dirigentes sindicais bolivianos, estão intervindo diretamente na repressão a convulsão social que vive o país. Paralelo a isso o governo brasileiro novamente age contemporizando a situação de maneira aproximada com o que ocorreu na Venezuela no processo preparatório para o sequestro do presidente Maduro, quando o Brasil abriu margem para descredibilizar o processo eleitoral.
Agora o Brasil chegou a mandar suposta ajuda humanitária atendendo pedido do governo boliviano de Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão), ao invés de se solidarizar com a mobilização dos trabalhadores e de se colocar contrário a perseguição política ao ex. Presidente, Evo Morales.
O governo norte-americano está instalando uma nova base militar na América-Latina, e dessa vez em um país que temos uma vasta fronteira, que é o Paraguai. Isso é algo inaceitável!
Em 01 de junho de 2026 foi revelada a intenção dos EUA em taxar os produtos brasileiros em 25%. O governo brasileiro respondeu com uma nota contundente sobre essa situação, denunciando o imperialismo norte-americano e os traidores da pátria que tem suplicado de maneira humilhante e vergonhosa pela invasão de nossa pátria por uma nação estrangeira. Mas só palavras não mudam a realidade, é preciso muito além disso, é necessário realizar uma ampla campanha em defesa da soberania nacional com um programa político bem definido que coloque no centro das decisões políticas os grandes problemas nacionais.
São os grandes problemas nacionais que permitem que um fascista como Donald Trump, que pensa ser o dono do mundo, se sinta à vontade para ameaçar nossa pátria. São os grandes problemas nacionais que nos colocam em uma situação de vulnerabilidade geopolítica, então é ai que temos que atacar.
Contemporizar com os conflitos evidentes não muda a realidade dos fatos de que temos problemas para resolver e tampouco tem sido capaz apaziguar a situação. É preciso agir contra isso desde já! A população não pode ficar despreparada e deseducada tendo em vista as enormes capacidades de nossos inimigos. O imperialismo norte-americano é nosso principal inimigo!