O dia 15 de abril de 2026 entra para história do país com o envio em caráter de urgência para o Congresso Nacional do Projeto de Lei que estabelece a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial e coloca um fim na escala 6x1.
Esse momento da história é profundamente simbólico e importante, sob um ponto de vista material e não abstrato, porque foi enviado por um Presidente da República que foi operário metalúrgico e a medida foi conduzida por uma gigantesca marcha das centrais sindicais que reuniram mais de vinte mil trabalhadores na Esplanada dos Ministérios.
É necessário observar essa situação do ponto de vista político, porque muito além de caracterizar como algo bonito ou feio, emocionante ou decepcionante, é importante compreender que se trata de um processo de exercício de poder alicerçado na demonstração de força e na convocatória política dos demais setores do proletariado, do campesinato, dos patriotas e revolucionários do nosso país.
Isso ficou evidente no discurso do presidente Lula quando recebeu as centrais sindicais quando disse:
“A gente não sabe o que vai acontecer no processo eleitoral. Mas aconteça o que acontecer, vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar, lutar e lutar pelos trabalhadores que vocês representam! Esse é o destino de vocês. […] E cada vez que a gente mandar alguma coisa para aprovar no Congresso vocês tem que saber que vocês tem que ajudar.”.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se encontra há vários dias em um processo de mobilização com jornadas de lutas, marchas, ocupações de terra, etc., reivindicando avanços políticos na pauta da reforma agrária popular.
Nós do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) juntamente com companheiros de outras organizações como Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD), realizamos em diversos Estados do país mobilizações rua da nossa Jornada de Lutas em Defesa da Moradia Popular, colocando a necessidade política de ir adiante nas pautas relacionadas a reforma urbana popular.
O presidente Lula tem a plena consciência de que para garantir a nossa sobrevivência enquanto campo político e a nossa soberania nacional, a principal e pode-se dizer que única ferramenta existente para tal é a classe trabalhadora do campo e da cidade mobilizada à partir de suas necessidades materiais imediatas. E que esse processo de mobilização é o que pode abrir caminho para as reformas de base tão necessárias para a consolidação do Brasil como nação.
Portanto, é necessário intensificar o nosso trabalho de mobilização, nossa atividade de iniciativa política, e através do nosso exemplo e de nossa disposição, aglutinar cada vez mais o maior volume de pessoas possíveis em torno das reivindicações fundamentais para a realização de tal feito. Permanecer inerte diante do desafio político que está colocado em nossa frente é cerrar fileiras com o inimigo imperialista e da Faria Lima.