Um estado extremamente violento, nazi-fascista em sua essência, que investe grandes somas de dinheiro em armamentos e equipamentos bélicos, que são direcionados ao controle e ao extermínio de toda uma população, nesse nível se pouco se difere o estado de Israel do Brasil.

desde a sua criaçao, no final da decada de 40, o Estado de Israel vem aprofundando o terrorismo de Estado contra os palestinosa faixa de gaza, a morada de 2,5 milhões de pessoas, destruindo lares, familias, nada escapa aos ataques sionistas, nem escolas, sinagogas, ou hospitais, o objetivo é bem claro e não se esconde nas entrelinhas da história.

O imperialismo como um pai rígido, cobra de seu filho (o estado de Israel é um estado artificial criado pelo imperialismo), o controle regional e como um bom filho, Israel vai atrás dos desejos de seu pai. Utilizando as armas mais perversas e de última geração, atacando uma população, que vive com uma renda per capita de 1 dólar por dia, presa em um campo de concentração, mesmo que as mídias hegemônicas não concordem com essa nomenclatura, é a realidade.

O povo palestino sente na pele o genocídio promovido pelo estado de Israel, cada ataque, morrem dezenas, centenas , como o que estamos vendo agora no decorrer dos episódios recentes dessa guerra, que o numero de palestinos mortos ja ultrapassou o dobro de israelenses. Os israelenses estão promovendo uma limpeza étnica aos moldes nazistas e imperialistas.

Esse cenário de guerra, de carnificina e de limpeza étnica, pode parecer distante a uma parte dos brasileiros, menos aos moradores das periferias, a massa pobre, marginalizada de nosso país, que compartilha as mesmas dores e experiências que os nossos irmãos palestinos, claro cada um com suas nuances, mas com os mesmos moldes e fins. O imperialismo joga por todos os lados e assume várias faces para alcançar os seus objetivos.

No brasil o estado respaldado por medidas, decretos, e todas essa patifaria burocrática e estatal, promove campos de concentração desde a abolição. Alguns estudiosos sociais denominam esse fenômeno de racismo ambiental, gentrificação, ou outros nomes científicos e pomposos que camuflam a realidade, assim como o governo que diz se tratar de comunidades, com o mesmo fim. A população periférica do Brasil vive em grandes campos de concentração.

Como os nossos irmãos do outro lado do mundo, a população pobre de nosso país, não é vista como possuidora de direitos, ou como humana. Talvez nesse ponto seja bom colocar que o controle imperialista se dá através do medo, do derramamento de sangue e do terror. Por esse motivo a política de extermínio vigora em dois pontos extremamente distantes geograficamente.

Em 2025, foram registradas 62 chacinas policiais nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém, segundo o relatório anual do Instituto Fogo Cruzado. Esse número representa um aumento de 24% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 50 ocorrências semelhantes. Um número muito grande para ser considerado exceções como tentam ludibriar alguns setores de intelectuais pequenos burgueses. As chacinas são um dispositivo de controle do estado sobre os corpos marginalizados. Onde as maiores vítimas são homens, jovens, oriundos de bairros com a maioria da população preta e pobre. Com uma grande participação de agentes de segurança pública nessas ocorrências, bem como a pouca elucidação das mesmas.

A luta travada aqui é a mesma que os nossos irmãos enfrentam na palestina. Uma declaração de ministro da defesa de Israel, Yoav Gallant, que diz estar “lutando contra animais e agimos em conformidade”, diz muito sobre o espectro da luta travada pelos palestinos, bem como comentários acalorados de parte da população brasileira que a cada chacina, comemora e classificando os pobres como animais e merecedores de toda violência empregada, mostra o espectro daqui. A luta pela dignidade humana e pela sobrevivência, é a luta dos povos marginalizados espalhados pelo mundo.

A força palestina é um sopro de força para todos os oprimidos do mundo. O capitalismo, o imperialismo não é um sistema extracorpóreo, ou natural. A exploração do homem pelo homem, só pode ser garantida através da violência, da subjugação de uma massa a uma pequena parcela da população. A resistencia do povo palestino, so evidencia ainda mais o poder das massas perante o imperialismo, o poder de transformaçao social que temos em mãos.

Defender a insurreição palestina, também é defender a nossa sobrevivência e a nossa existência. Não podemos cair na lógica imperialista, que através de seus esforços ardilosos, vem tentando dividir a luta dos povos oprimidos, para minar a sua capacidade de articulação. A sobrevivência dos povos marginalizados, do proletariado, dos pobres, só será garantida com a queda total do imperialismo.