Coordenador Estadual
Coordenador MNLM Sergipe
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Enquanto grandes centros urbanos discutem cidades inteligentes, transição energética e inovação tecnológica, milhões de brasileiros continuam enfrentando estradas de terra intransitáveis, ausência de saneamento básico, insegurança alimentar, moradias precárias e uma invisibilidade social que atravessa gerações.
O discurso dominante sobre sustentabilidade no século XXI tem sido cuidadosamente polido para caber em relatórios corporativos, agendas multilaterais e campanhas institucionais, no entanto, devemos considerar que não existe sustentabilidade real onde o trabalho é precarizado e as desigualdades sociais são tratadas como externalidades aceitáveis.
O desenvolvimento urbano, frequentemente celebrado como símbolo de progresso, esconde em suas entranhas uma contradição estrutural, quando finalmente chegamos à conclusão de que quanto mais sofisticadas se tornam as cidades, mais profundas parecem ser as fissuras sociais que as atravessam.
A crise habitacional brasileira não é fruto do acaso, trata-se de uma consequência direta de um modelo histórico de concentração de renda, de terras e de poder político, onde morar deixou de ser um direito humano fundamental para se transformar em mercadoria altamente lucrativa nas mãos de poucos
A Campanha da Fraternidade 2026 e o Desafio de Radicalizar o Debate sobre a Reforma Urbana.
Cuba tornou-se um território fragmentado entre resistência histórica e exaustão social. A narrativa heroica da revolução já não consegue esconder prateleiras vazias, êxodo em massa, juventudes sem perspectivas e uma população obrigada a sobreviver entre racionamentos, censura e desigualdades cada vez mais explícitas.
Assentar famílias sem garantir acesso contínuo a políticas estruturantes é, na prática, institucionalizar a precariedade.
As prerrogativas do G20 têm reforçado a necessidade de descarbonização das economias, com metas cada vez mais rigorosas de redução de emissões, no entanto, há um ponto crítico que precisa ser enfrentado sem retórica
O Colapso Violento nas Periferias Rurais e Suburbanas Diante da Crise Climática
O imperialismo moderno talvez não use mais coroas, navios e bandeiras fincadas em continentes, mas continua operando de maneira sofisticada através da concentração econômica, da dependência financeira, da exploração da mão de obra barata e da imposição de modelos que desmontam identidades culturais, enfraquecem soberanias e aprofundam abismos sociais.
Em uma sociedade marcada por profundas desigualdades, discutir o direito à moradia sem discutir educação é tratar apenas os efeitos, ignorando as causas estruturais do problema. A habitação representa segurança, pertencimento, identidade, estabilidade familiar, saúde, cidadania e dignidade humana.
Nenhuma sociedade pode se considerar verdadeiramente desenvolvida enquanto milhões de pessoas continuarem privadas do direito fundamental à moradia digna.
A estrutura agrária brasileira é resultado de um processo histórico marcado por concentração fundiária, exclusão social e uso estratégico do território como instrumento de poder, onde suas raízes remontam ao período colonial
A retórica das cidades inteligentes esbarra na ausência do básico nas periferias.
A falta de saneamento básico é uma violência estrutural, trazendo impactos negativos para toda a sociedade, considerando que ela não apenas compromete a saúde, mas também corrói a autoestima, limita oportunidades, e perpetua desigualdades.